Web ficou 15% mais rápida no Brasil em 1 ano, diz Cisco

Imagem Divulgação
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O número de conexões de internet em banda larga (fixa e móvel) no Brasil saltou de 21,7 milhões em 2011 para 25,8 milhões em 2012. O dado é da Cisco, que divulgou hoje a nova edição do Barômetro 2.0 – pesquisa que reúne informações sobre a internet banda larga no país no ano passado.

O estudo não inclui o uso de internet via smartphone, mas apenas as conexões por meio de modem 3G (chamadas de móveis) e aquelas realizadas através de outras tecnologias, como TV a cabo e xDSL (denominadas fixas). Segundo a Telebrasil (Associação Brasileira de Telecomunicações), o país soma hoje – entre acessos fixos, móveis e via smartphone – cerca de 96 milhões de conexões.

Além do crescimento no número de acessos, a pesquisa da Cisco aponta o aumento na velocidade das conexões. “Há uma migração bastante acentuada de usuários de banda larga de até 2 megabits por segundo para pacotes com velocidade superior a 2 megabits”, afirma Anderson André, diretor de operações da Cisco.

Segundo ele, a redução de impostos barateou a banda larga. Assim, muitas pessoas ampliaram suas velocidades de acesso mantendo os mesmos gastos. Isso se refletiu no aumento da velocidade média da rede no Brasil em 15% no ano passado, de 4,1 megabits por segundo em dezembro de 2011 para 4,7 um ano depois.

A popularização de aplicações que demandam uma conexão melhor também é apontada como razão da mudança de panorama. “Hoje, mais de 60% do uso de banda larga no Brasil envolvem aplicações que lidam com vídeo, como o Facebook e o Google”, exemplifica Anderson.

O estudo da Cisco traz também dados sobre a internet móvel no país. Em 2012, ela alcançou 6,7 milhões de conexões. Para os especialistas, a chegada do 4G não deve alterar muito a tendência de crescimento desse tipo de internet.

“O principal efeito do 4G é atender aos usuários pesados do 3G”, aposta Giuseppe Marrara, diretor de relações governamentais da Cisco. Outra previsão da empresa é de que o país atinja mais de 42 milhões de conexões (fixas e móveis) até 2017.

“Porém, se você não tiver políticas governamentais que estimulem o aumento da banda larga, os investimentos privados na ampliação da rede podem parar”, adverte Anderson.

Além disso, outro desafio é a realização de grandes eventos no país nos próximos anos. Para Anderson, a saída é investir em pontos de Wi-Fi, que serviriam para desafogar as redes 3G e 4G. Hoje, o Brasil conta com menos de 0,7% dos hotspots de Wi-Fi no mundo.

Via: Info 

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