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Ministro das Comunicações afirma que governo pode adiar entrada do 4G no país

Imagem Divulgação

Adiamento foi proposto pelas empresas interessadas em participar do leilão do 4G, previsto para junho deste ano

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou na última segunda-feira (02/03) que o governo avalia atrasar os prazos de implementação dos serviços de telefonia móvel de quarta geração, o 4G.

Segundo ele, o adiamento foi proposto pelas empresas interessadas em participar do leilão previsto para junho, alegando que haveria pouco tempo para reordenar os investimentos. Uma das obrigações para quem ganhar a concessão é implementar a nova tecnologia nas cidades em que haverá jogos da Copa das Confederações, em junho do ano que vem.

No entanto, Bernardo declarou que manterá essa exigência. “Teremos um cronograma que depois vai abranger todas as capitais e cidades com mais de 500 mil habitantes”.

Quem levar a concessão para o 4G nas grandes cidades terá que implementar o 3G em pequenos e médios municípios. Questionado sobre o fornecimento do serviço 3G nas principais cidades do país, Bernardo admitiu que o serviço ainda deixa a desejar, mas disse que mesmo assim houve um crescimento superior a 100% no uso de internet via celulares, por exemplo.

Para o ministro, as grandes empresas do setor vão participar do leilão, sendo que algumas delas de forma “agressiva”.

A questão de exigência de equipamento nacional para a expansão da internet de banda larga no País não é mais uma barreira de investimento, pontuou o ministro. Paulo Bernardo disse que as empresas reagiram bem à determinação da presidente Dilma Rousseff, e já concluíram que é possível desenvolver pesquisas e produção de equipamentos no Brasil.

Para levar banda larga a pontos distantes do País, o governo vai investir R$ 750 milhões na construção de um satélite de comunicações. A construção será feita pela Embraer, e a operação será compartilhada pela Telebrás e as Forças Armadas. A previsão é que o satélite esteja em operação em 2014, ano da Copa do Mundo de futebol.

“Tem municípios em que fica difícil atender com banda larga pelos meios convencionais. Se o governo não ajudar na região Norte, por exemplo, a internet boa não vai chegar lá”, observou.

Via: Olhar Digital